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Eddie Force OneEu e Matheus acabamos de chegar do aeroporto onde fomos recepcionar o Eddie Force One (foto) avião da banda Iron Maiden que fará show em Recife na próxima terça-feira.

Será um momento histórico para quem mora em Recife e gosta de Rock, e o que é melhor o show vai ser bem perto aqui de casa.

O Glacial vem direto de Fortaleza para o evento, que vai literalmente parar a cidade, em plena terça-feira!

Up the Irons!!!!

Edit:

Álbuns no orkut de funcionários da Infraero que tiraram fotos do desembarque da banda bem próximo ao avião:

Álbum 1>>

Álbum 2>>

Eu, Matheus e Eddie

Eu, Matheus e Eddie

Conheça as descobertas arqueológicas e os comentários mordazes dos LORDS na Metralhadora Musical dos LORDS.

Desacumulando assunto, listo a seguir algumas considerações rápidas que gostaria de deixar registradas na ordem aleatória que a minha memória me traz:
 Los Hermanos 4: Bastante esperado e quando saiu se mostrou um divisor de águas, ou seria um divisor de fãs? O que importa é que eu gostei, apesar de preferir ainda o segundo disco.
 Recomendando CDs de Rock: Coldplay X & Y e Foo Fighters One by One
 Recomendando DVDs Musicais: Biquini Ao Vivo, A-HA Homecoming e Morrissey in Manchester.
 Reencarnação: Confesso que assisti com o preconceito das opiniões ouvidas e com as reservas de alguém que estuda o assunto há algum tempo. Surpresa, o filme é muito bom (nota 4/5) e a maioria não captou as sutilezas do roteiro que apesar de não dar respostas completas e prontas dá pistas claras sobre a visão dele do final. Fica a mensagem do diretor na entrevista do site oficial do filme: “It´s about love.”
 Batman Begins: Não entendi porque deixar o “Begins” em inglês mas tudo bem. Vi duas vezes e é disparado uma das melhores adaptações de quadrinhos, destaque para o “enxame” de morcegos (qual o coletivo de morcego?) inspirado em Batman Ano Um de Frank Miller. Nota 4,5/5
 Fantastic Four: Bastante divertido apesar do roteiro fraquinho, os efeitos convencem bem. Nota 4/5.
 Star Wars Episódio III: O melhor da nova trilogia e um dos melhores de toda a série, só perde pros episódios V e IV. Só não perdôo tio Lucas por ter cortado a cena de Yoda chegando em Dagobah. Nota 5/5
 American Splendor: Este filme é quase um documentário da vida do roteirista de uma das HQ mais estranhas da América. Resultado interessante. Nota 4/5.

Ouvindo: Have It All – Foo Fighters – One By One (4:58)

Estive trabalhando três semanas em Brasília, entre o final do mês passado e o início deste mês e muitas coisas legais aconteceram por lá, um breve resumo então (fatos não necessariamente em ordem):

Assisti ao show, na concha acústica, que representou a volta do Plebe Rude aos palcos da capital federal, e com a surpresa do Clemente (ex-Inocentes) como o segundo guitarrista ao lado do Philippe, substituiu bem o Jander “Ameba”. Estão pra lançar cd novo, aguardem!
Conheci ao vivo e à cores dois amigos virtuais de longa data que moram lá pelo planalto central, a quase-bacharela-em-computação Socorro e o patinador profissional Zamorim juntamente com sua simpática esposa e suas duas (já famosas) filhinhas Helena e Heloisa.
Ganhei dois calos nos pés por culpa do sapato novo, associado a muitas caminhadas pelo eixo monumental, carregando Notebook.
Comprei duas camisetas legais, uma do Spirit (Will Eisner) e outra do Quarteto Fantástico numa loja de quadrinhos bem legal.
Visitei o Congresso Nacional e a nova e bela Ponte JK
Visitei a Feira do Paraguai (2 vezes)
Comprei um chip GSM pré-pago da Brasil Telecom, e cadastrei os telefones mais usados na promoção deles para não pagar 3 semanas de roaming ;-)
Usei o SkypeOut pra fazer interurbano nacional mais barato. Comprei usando o PayPal.
Assisti A Intérprete (3,5/5) e Kinsey (4/5).
Atravessei em faixa de pedestre sem medo de ser atropelado.
Fui tratado como um filho pelos meus Tios (valeu!) e ainda economizei as diárias (valeu de novo!)
Trabalhei bastante. Mas fiquei um dia de folga por causa da Cúpula dos Países Árabes.
Me decepcionei (de novo) com a estrutura da administração pública no Brasil, e não é culpa desse governo, é como a “coisa funciona” mesmo.
Morri de saudades da minha fofinha e dos meus meninos!

Muita coisa para escrever, pouca força de vontade pra materializar, fica o resumo pálido da verdade:
(escrito no sentido inverso dos acontecimentos, assim como o blog é)

Vi Lilja-4-ever forte, triste e real. Ótimas atuações de ambos os protagonistas.
Achei no Orkut (agora em pt-br) comunidades em homenagem a duas das melhores (e mais injustiçadas) bandas da década de 80: Uns e Outros e Hojerizah. A primeira ainda em plena atividade, e depois do ótimo cd lançado em 2002, prepara um novo álbum (ainda se chama assim ?).
Finalmente vi A Menina de Ouro the best movie oscar winner do ano. Tiraria meu chapéu (se usasse um) para o Clint, um trabalho maravilhoso (como diretor, ator e compositor).
O João Paulo II voltou para a casa do Pai, nas palavras do cardeal que o homenageou na missa após a partida do big boss da auto-denominada igreja Universal (ou Católica). Difícil ou até leviano julgá-lo, mas me pareceu sempre um homem de boas intenções, pelo menos dentro da sua (dele) visão de mundo.
O volume 2 da série Clone Wars está substancialmente melhor que o volume 1, tanto no formato (5x12min e não 20x3min) quanto nos roteiros, great. É justo dizer que o volume 1 como está no DVD (sem divisão de episódios) fica bem mais interessante de ver. A críitica fica para a estratégia capitalista de lançar a série em 2 DVD’s quando a duração e a lógica indicaria um único lançamento com toda a série.
Depois de uma falta de luz na pré-estreia com direito a descrença seguida de decepção, assistimos Constantine e me pareceu interessante, principalmente por ser uma adaptação de HQ (que nunca li).
Falando em HQ, continuamos aguardando ansiosamente pela adaptação de Watchmen, por muitos (incusive por mim) considerada “simply the best comic series ever made”.
O site do w.bloggar foi defaced na páscoa e até hoje não tive tempo de retornar tudo ao ar.

Ouvindo: Tempo Que Passa – Hojerizah – Hojerizah (4:40)


Too Young (Phoenix) – Trilha de Lost in Translation

Baby when I saw you turning at the end of the street
I knew a time was gone and it took me like ages
Just to understand that I was afraid to be a simple guy
I tried my best to smile but deep inside my heart
I felt it was shouting like a crowd dancing
I guess I couldn’t live without the things that made my life what it is
Can’t you hear it calling oh yeah
Everybody’s dancin’ oh yeah
Tonight everything is over
I feel too young
I can’t lie on my bed without thinking I was wrong
But when this feeling calls this world becomes another
Nighttime won’t hold me in your arms again
I got a very good friend who says he can’t believe the love I give
Is not enough to end your fears
I guess I couldn’t live without the things that made my life what it is
Can’t you hear it calling oh yeah
Everybody’s shakin’ oh yeah
Tonight everything is over
I feel too young
Oh rainfalls and hard times coming they won’t leave me tonight
I wish I knew what I was doing
Just do let this spirit survive
Can’t you hear me calling oh yeah
I guess I couldn’t live without the things that made my life what it is
Can’t you hear me calling oh yeah
Everybody’s dancing oh yeah
Tonight everything is over
I feel too young

Ouvindo: Too Young – Phoenix – Lost in Translation (3:18)

Matheus e Leonardo - Fevereiro 2004
Tive que parafrasear o mestre Paulinho da Viola no título desse post que eu vinha querendo escrever há uns dois meses. Não dá pra fazer suspense do tema: Meus Filhos.

Matheus e Leonardo estão em fases maravilhosas, um aprende a ler e o outro a falar, descobrindo ambos, a magia da comunicação e se divertindo com isso.

Difícil descrever como é fazer parte desse crescimento, só quando olho pra eles dormindo tranqüilos é que percebo o quanto de responsabilidade temos (eu e Érika), e o quanto me dá prazer ter essa responsabilidade.

É, eu amo esse meninos!

Para Ver as Meninas
(Paulinho da Viola)
Silêncio por favor
Enquanto esqueço um pouco a dor no peito
Não diga nada sobre meus defeitos
E não me lembro mais quem me deixou assim

Hoje eu quero apenas
Uma pausa de mil compassos
Para ver as meninas
E nada mais nos braços

Só este amor assim descontraído
Quem sabe de tudo não fale
Quem não sabe nada se cale
Se for preciso eu repito
Porque hoje eu vou fazer
Ao meu jeito eu vou fazer
Um samba sobre o infinito

Ouvindo: Para Ver As Meninas – Marisa Monte – (3:52)

(Marcelo Camelo)

Abre os teus armários eu estou a te esperar,
Para ver deitar o sol sobre os teus braços, castos
Cobre a culpa vã, até amanhã eu vou ficar,
E fazer do teu sorriso um abrigo

Canta que é no canto que eu vou chegar
Canta o teu encanto que é pra me encantar
Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz, tristeza nunca

Mais vale o meu pranto que este canto em solidão,
Nesta espera o mundo gira em linhas tortas
Abre essa janela a Primavera quer entrar
Pra fazer da nossa voz uma só nota

Canto que é de canto que eu vou chegar,
Canto e toco um tanto que é pra te encantar
Canto para mim, qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz, tristeza nunca mais

Ouvindo: Casa Pré-Fabricada – Los Hermanos – Bloco do Eu Sozinho (2:55)

Esta é a capa do novo CD da banca carioca Los Hermanos, é um detalhe de um desenho maior que mostra um navio, a inspiração veio aqui do porto do Recife Antigo.

Apesar do lançamento ser apenas no dia 19 de maio, todo fã já sabe que as músicas deste novo trabalho estão por ai há algumas semanas em uma versão gravada, provavelmente, durante um ensaio da banda, há quem diga que foi uma daquelas vazadas estratégicas uma vez que a qualidade do CD será bem melhor com os efeitos e a mixagem do estúdio e é claro a voz caprichada dos vocalistas. Pouco importa, ouvi esses mp3 e gostei do resultado, letras, ritmos e melodias de boa qualidade, tenho que cair no lugar comum e dizer que realmente houve uma evolução no trabalho deles.

Algumas lojas online já estão fazendo pré-venda. Eu por aqui vou ouvindo a primeira música de trabalho do disco que já está rolando nas rádios. O Bruno durante as gravações chegou a comentar que o som de algumas músicas lembrava Ivan Lins e se você prestar atenção nessa música vai ver (ou melhor ouvir) que é verdade.

Ouvindo: Cara Estranho – Los Hermanos – (3:23)

Só hoje, na quinta-feira pude sentar com calma para escrever sobre o que eu vi e senti na versão 2003 do APR. No domingo por volta das dezoito e trinta horas, estou eu estacionando o carro numa tranquila ruazinha em frente a uma casa onde uma pacata família, sentada na calçada, conversava amenidades sob o sereno da noite que se iniciava. Tudo isso pra dizer que decidi não pagar R$3,00 de estacionamento.

Quando entrei já tocava no Palco 2 (o dos novatos) uma banda (não sei o nome) com uma levada regional bem interessante, mas não parei para assistir, fui dar uma conferida geral para ver se encontrava alguém conhecido. Minha primeira boa surpresa da noite foi encontrar a banquinha de uma Comic Shop que existe aqui em Recife e eu não conhecia, vou passar lá qualquer dia desses, a banquinha ficava na área da feira alternativa, onde se encontra desde brincos, piercings e badulaques, passando por CD’s alternativos e instrumentos musicais até camisas e tatuadores.

Logo em seguida subiu ao Palco 1 a primeira grande atração da noite Siba e a Fuloresta do Samba, trabalho solo de Siba que juntamente com Hélder (que conheci na época que fazíamos engenharia na Poli) e outros integrantes formam a banda pernambucana Mestre Ambrósio. Neste projeto ele toca com músicos da chamada Mata Norte de Pernambuco, um som bem autêntico mas com a marca da juventude. O público se empolgou com a ciranda e várias rodas se formaram, eu não arrisquei demonstrar toda a minha capacidade de cirandeiro, isso não foi uma ironia, na verdade eu sei cirandar, sei executar vários passos diferentes inclusive, pois 99% das pessoas só sabe o passo tradicional. Guardei energia para o resto da noite.

Mais uma atração no Palco 2, um caruaruense com banda e sotaque paulistas tocaram um som meio cool, durante esse show resolvi fazer um rango porque não tinha comido nada em casa, devorei um cachorro quente e dois espetinhos de frango mal passados regados a uma Pepsi tradicional.

Comecei a notar uma movimentação grande junto ao Palco 1 quando ainda rolava o show do cara de Caruaru, era a legião de fãs do Los Hermanos que notando a presença dos roadies da banda no palco, já se posicionava por lá esperando a atração carioca. Procurei um lugarzinho pra mim mais à direita mais ou menos em frente ao teclado do Bruno.

A banda entra e é ovacionada, gritaria geral, para resumir eles mandaram ver em um show ainda melhor do que aquele do ano passado. Tocaram umas três músicas do novo CD (que sai em maio) Ventura e fora essas que ninguém sabe a letra ainda, todas as outras foram acompanhadas pela galera presente. Para mim dois pontos altos do Show, Pierrot que teve como introdução o frevo mais famoso do mundo Vassourinhas e obviamente quase levou o Pavilhão a baixo, e finalmente a revelação de que A Flor que eu considero a melhor música deles (até agora) foi composta em conjunto por Marcelo e Rodrigo na Ladeira da Misericórdia em Olinda. Ao final, apesar dos insitentes chamados de Roger no Palco 2 o público não queria acreditar que tinha acabado e ficava pedindo bis! (Quer saber como foi a emoção de cima do palco? Então lê lá no blog do Bruno tecladista da banda.)

A baianinha Pity teve dificuldades para atrair o público para seu show no palco secundário as pessoas estavam cansadas e resolveram tomar uma cerveja ou fazer um lanche, mas eu até fiquei surpreso com a performance da garota, melhor ao vivo do que eu tinha visto na MTV, apesar das letras fraquinhas o som era forte. Nesse meio tempo encontrei um amigo de infância o Guilherme que foi um dos pioneiros das BBS em Recife e por sinal foi o pai dele o primeiro a ter um microcomputador lá no prédio, lembro que no aniversário dele a garotada só faltava entrar na tapa para digitar o programa BASIC no velho TK-80 do seu Gevilásio.

Fiquei conversando com Guila sobre os velhos tempos, internet, rock pernambucano e de repente acabou o show do titã Nando Reis. Ele queria ver de perto a apresentação da banda gaúcha Cachorro Grande que ele é fã e que eu não conhecia. Gostei apesar do vocalista exagerar um pouco na gritaria (fiquei com o ouvido direito apitando).

E pra terminar o show do IRA! que eu nunca tinha visto ao vivo, foi legal mas poderia ter sido melhor, eles tocaram muitas músicas que o público que não era fã não conhecia, resultado, depois de mais de 6 horas de rock a turma começou a sentar no chão, eles tocaram coisas antigas como Ninguém Precisa da Guerra e finalizaram com alguns hits com Edgard Scandurra exagerando nos efeitos eletrônicos. No bis tivemos a presença ilustre de Fred 04 para acompanhar a banda em três covers do The Clash inclusive com a sempre lembrada Should I Stay or Should I Go?

A parada acabou às 01:20h da madrugada da segunda, fui pra casa cansado mas feliz, nada como um show de Rock para descarregar tensões e energias acumuladas. That’s it!