Quando meu pai comprou nosso primeiro vídeo-cassete (um JVC importado), lá pelo início dos anos 80, não existia ainda locadora de VHS em Recife, mas junto com o aparelho ele importou também duas fitas da Disney: “Mary Poppins” (1964) e “The Love Bug” (1968), imagine você, quantas vezes eu assisti esses dois filmes. Detalhe, como eram importados, não tinham legendas, inclusive acredito que este foi o primeiro contato que tive com o idioma britânico.

No fim de semana passado, estivemos em San Francisco e fizemos (com a ajuda do Fred, primo de Érika) um tour massa por vários pontos turísticos da cidade, e entre eles visitamos a Lombard Street, a rua mais sinuosa dos Estados Unidos e foi impossível não se emocionar lembrando do Herbie descendo aquela ladeira.

Quando estava lá gravei um vídeo usando o app Hiperlapse e hoje fiz uma montagem legal, homenageando esse clássico filme da minha infância.

Quem me acompanha no Instagram, Facebook ou Twitter deve ter percebido que estou em San Francisco participando da conferencia anual da Microsoft para desenvolvedores, a Build Windows 2015. Passei o dia “floodando” essas redes sociais com fotos e vídeos do evento, portanto clique nos links pra ver alguns highlights do primeiro dia do evento, no final faço um post aqui com um resumo, incluindo as palestras que assisti.

Hoje porém o assunto é o Microsoft HoloLens, device revolucionário anunciado no começo do ano, que mais parecia ficção-científica que algo real. Se você não sabe o que é o Microsoft HoloLens, antes de continuar lendo esse post, assista o vídeo abaixo, que dá uma ideia geral do produto e de algumas aplicações.

Na ocasião do anúncio somente funcionários da Microsoft usaram o óculos holográfico no palco e muita gente ainda ficou com o “desconfiômetro” ligado que poderia ser uma demonstração ensaiada com um vídeo pre-renderizado.

Hoje isso mudou, no palco eles demonstraram várias aplicações interessantes, uma delas inclusive provou como ele será um recurso didático poderoso. E para nós desenvolvedores uma informação preciosa, para fazer aplicações para ele usaremos conhecimentos que já temos, pois a partir do Windows 10 poderemos criar “Universal Applications” que rodam desde o celular, passando pelo PC e XBOX até o HoloLens.

Então, o que todos esperavam virou realidade, pois ao final do Keynote eles anunciaram que poderíamos nos inscrever para testar o óculos em sessões individuais! Fiz minha inscrição correndo no celular e quando estava almoçando meu burrito de frango ao curry (CEO indiano tinha que ter curry) recebi um e-mail dizendo que eu estava agendado para fazer o teste às 2:30pm!

HoloLens Demo Badge

Pra minha surpresa o email indicava que o teste era fora do Moscone Center (local do evento), em um hotel próximo, dizia pra chegar 5 minutos antes.

Cheguei 10 minutos pra não ter perigo de perder, e na hora marcada, em um grupo de oito curiosos, subimos escoltados num elevador exclusivo para o 27 andar. Chegando lá fizemos o check-in ganhamos uma camiseta e um novo crachá (foto) e fomos levados para uma sala com armários onde teríamos que deixar todos os nossos aparelhos eletrônicos com câmera, celular, laptop, tablet etc.

Em seguida tivemos um rápido treinamento de como comandar o aparelho, são basicamente 3 formas, o foco da visão (pra onde você olha), a voz e um movimento de pinça (simulando um click de mouse) na frente do corpo, muito simples. Então veio a primeira coisa que mostrou que o produto não está pronto para o mercado, tivemos que fazer uma medição da distancia das nossas pupilas (com um aparelho oftalmológico) devidamente anotado num papelzinho para configurar o sistema.

Fomos direcionados cada um para um quarto de hotel, onde dois funcionários da Microsoft nos esperavam, um deles ficava num laptop, e o outro era nosso guia, o ajuste do óculos na minha cabeça não foi simples, para calibrar precisamos ver completamente um retângulo com o logo do Windows no meio, mas acho que isso melhora com a prática.

Começa então a experiência, são 3 aplicações de teste, na primeira aprendemos a mover objetos apontando com o olhar (como se fosse um mouse) e depois clicando com a mão, para fixá-lo no ar ou em alguma superfície, podemos andar em volta do objeto e ele parece sólido e real. Nesse mesmo teste também fazemos o mapeamento da sala, com um comando de voz e olhando para as paredes e o teto, o gráfico nessa operação é muito bonito, ele vai criando uma superfície triangularizada (TIN) muito massa. Ao final de 5 minutos você já aprendeu, ponto muito positivo dessa tecnologia, é uma interface totalmente intuitiva e confortável, afinal apontar com o olhar é o que fazemos desde que nascemos.

Na segunda aplicação nós vamos aprender a manipular objetos, uma ilha virtual aparece na nossa frente como uma maquete, com um comando de voz ela fica em tamanho real, e o guia pede pra selecionarmos um peixe do modelo com o olhar e o clique da mão, em seguida outro comando de voz pra selecionar uma paleta de cores que fica numa caixa de ferramentas virtual que “colocamos” em cima do móvel do quarto, depois é só olhar pro peixinho e clicar que ele muda de cor. Da mesma forma podemos duplicar objetos e mudar o tamanho deles, e depois reduzimos a ilha para o tamanho “maquete” e andamos em volta vendo o modelo 3D com nossas modificações.

Foi durante esse teste que percebi a maior limitação do HoloLens, a visão periférica não é preenchida (como no Óculos Rift) e no momento que fiz a ilha ficar em tamanho real eu esperava que ela preenchesse todo o quarto, mas quando movemos a cabeça é como se tivéssemos uma janela retangular widescreen onde o holograma é projetado, tirando muito a imersão. Se você tiver objetos pequenos pelo ambiente isso é menos percebido, pois o foco é sempre pra onde você está olhando.

Finalmente o terceiro exemplo é apenas pra demonstrar o poder de integração com outras aplicações, vemos um modelo holográfico de uma X-Wing (nave de Luke em Star Wars) pintamos as asas (escolhi verde-oliva) e depois exportamos para ver no tablet o modelo, que poderia ter ido também para o OneDrive ou uma impressora 3D.

Veredito final, é um produto em desenvolvimento, tem que resolver o problema da calibragem da distância entre as pupilas e ampliar o campo de visão para ser perfeito. Mas de qualquer forma é uma tecnologia impressionante, uma interface nova mas que é tão natural que não vai gerar nenhuma barreira com pessoas leigas tecnologicamente falando. Abre espaço para aplicações em todas as áreas que você possa imaginar, o futuro é massa e já chegou!

Quando saiu o segundo teaser trailer de O Despertar da Força (vídeo acima), novo filme da saga Guerra nas Estrelas (eu chamo assim, sou velho) todo fã ficou emocionado, empolgado e alguns se mostraram intrigados em artigos e vídeos, principalmente com a narração em “off” onde Luke parece estar conversando com alguém, falando da presença da Força em sua família.

A maioria dos comentários eram observando que ele diz “o meu pai tem” (a Força) ao invés de “o meu pai tinha” já que todos sabemos que Darth Vader morreu em O Retorno de Jedi. Ficou-se especulando que o fato dele ter visto o pai como um fantasma junto com Bem e Yoda, justificaria essa afirmação no presente.

Mas na verdade não era nada disso, o diretor J.J. Abrams simplesmente citou uma fala de Luke justamente do Episódio VI, quando ele revela para Leia que esta é sua irmã e que ambos são filhos de Anakin Skywalker. Quem descobriu esse detalhe foi meu filho Matheus, que na empolgação do trailer resolveu re-assistir (pela enésima vez) a trilogia original.

Ajudei então Matheus a fazer sua primeira edição de vídeo mostrando em paralelo o trailer e a cena, assista abaixo e compartilhe!

Casa de José de Alencar

Ouvindo o último episódio “sem fim” do Iradex Podcast me identifiquei várias vezes com o papo, tanto que em vários momentos me dava uma agonia da gota, eu queria “entrar na conversa” pra contar minhas histórias.

O primeiro desses momentos foi quando eles citaram a Messejana, quando morei em Fortaleza (de 2 a 8 anos de idade) lembro demais de irmos à Messejana visitar parentes, porque era onde minha mãe tinha nascido, e sempre que vinha alguém de fora nos visitar, meu pai fazia questão levar os forasteiros pra conhecer “A Casa de José de Alencar“, eu adorava ir porque tinha um parquinho massa, e um restaurante que servia Baião de Dois (ainda hoje adoro).

O outro assunto que eu queria dar pitaco foi o das histórias de ônibus, eu tenho várias da minha adolescência em Recife, quem sabe algum dia as conto também por aqui. Mas curiosamente a história de ônibus que queria contar pra galera do Iradex aconteceu em Fortaleza, no ano de 1996. Na ocasião eu estava fazendo um projeto (pela empresa que trabalhava na época) para a Fábrica Fortaleza, do grupo M.Dias Branco, e eles me colocaram num hotel do grupo, na Beira Mar (não lembro o nome, mas não era o Praia Centro, era um bem ruinzinho 2 estrelas).

Passei umas duas semanas trabalhando lá e no meio desse período teve um feriado numa quarta-feira, ou seja, nada pra fazer durante o dia. A empresa não me dava diária, apenas pagava minha alimentação, e eu na época, recém casado, vivia liso, salário de uns 1000 reais e pagava 400 de aluguel, não dava pra andar de taxi pra cima e pra baixo, decidi então pegar um ônibus pra ir no Shopping ver um filme no cinema.

Assim começa minha saga: Desci e perguntei na recepção como fazia pra pegar um ônibus pra ir no Shopping, o recepcionista me explicou direitinho, eu tinha que ira na avenida paralela à Beira Mar e pegar o “Grande Circular 1” ele me garantiu que por que era feriado em uns 15 a 20 minutos eu chegava no Shopping, pensei “legal é perto”! Lá fui eu pra parada, o ônibus chegou, bem cheio, mas a viagem realmente durou “só″ uns 20 minutos (O Google Maps me diz que hoje em dia levaria uns 38 minutos em média, pense num trânsito).

Assisti meu filme (não lembro qual), fiz um lanche (pastel e caldo de cana provavelmente) e decidi voltar pro hotel, mas quando estava saindo pela porta do Shopping percebi que esqueci de perguntar ao recepcionista qual ônibus eu pegaria pra voltar. Neste momento, minha mente “privilegiada” de “programador Visual Basic” pensou, se o nome do ônibus tem “Circular” então se eu pegar ele aqui no Shopping na mesma parada que eu desci, ele vai acabar voltando pra parada perto do Hotel, gênio!! Fui lá e peguei o coletivo. Só ignorei que o nome da linha em questão se iniciava com outra palavra bastante importante: “GRANDE”!

Não demorou muito e o meu senso aranha de direção me fez perceber que ele andava para o sul, distanciando-se rapidamente da beira do mar, mas minha mente em sua soberba, teimava em racionalizar “ele vai fazer a curva em algum momento, relaxa e aprecia a vista!”, pois é amigo leitor, o ônibus encheu e secou (como se diz lá no Ceará) muitas vezes, segurei sacola, menino pequeno, dei o lugar pra velhinha (e mulher grávida), sentei na janela e no corredor, visitei os mais pitorescos bairros suburbanos de Fortaleza e todos os seus aprasíveis terminais de integração, e finalmente quando já trafegava naquele busão por mais ou menos 1 hora eu pensei: “De avião eu já tava em Recife, acho que tá demorando isso aqui!”

A bronca é que agora era tarde demais, nessa altura do campeonato era muita vergonha dizer pro cobrador que eu peguei o ônibus no Iguatemi e queria ir pra Beira Mar, então me resignei e considerei essa minha penitência por ser um macho nordestino que não precisa perguntar pra ninguém o caminho por que já sabe como voltar. Nossa aventura chega a um fim mais ou menos uma hora depois, com o sol se pondo, a bunda quadrada e uma lição: “Se vai usar a lógica pra resolver uma questão, leia o enunciado TODO imbecil!”

PS. A imagem abaixo mostra todo o trajeto que eu percorri e caso queira saber o nome de cada uma das 68 (sessenta e oito) paradas que visitei clique nela.


Rota do Grande Circular 1

Em Janeiro eu gravei e publiquei lá no meu Soundcloud essa versão curtinha e acústica de Wonderwall, hit dos anos 90 da banda Oasis.

Dead Man Walking

Os últimos passos de um homem é o título do filme que mais me fez chorar na vida, quando eu me emociono em filmes, normalmente tenho os olhos “marejados”, mas nesse caso eu chorei de verdade, sai do cinema com vergonha dos olhos vermelhos.

Alguns dias depois acordei no meio da noite com um pesadelo, daqueles hiper-realistas que a gente acorda e passa ainda algum tempo pra se acostumar que era um sonho apenas. No sonho eu era um condenado à morte que estava na minha cela, no dia da execução, esperando ser levado, não havia pensamento sobre culpa ou inocência, só angustia e medo era tudo que eu sentia, era desesperador. Acordei assim, não vivenciei a minha morte, mas chorava novamente e acordei Erika pra contar o sonho e me acalmar.

Uma interpretação é que eu fiquei impressionado com o filme e revivi a cena durante meu sonho, mas alguns detalhes me fazem ter outra visão sobre esses dois episódios, no sonho minha prisão era suja e de paredes de pedra, muito diferente da metálica, limpinha que aparece no filme, e o mais importante, ERA EU quem estava lá, sentindo aquele turbilhão de dor e sofrimento, não era alguém na tela. Então tendo a acreditar que o filme na verdade, despertou-me memória muito antiga.

Toda essa introdução para expressar minha consternação e tristeza com o fuzilamento do Marco Archer, eu sei que ele era traficante, mas o assassinato à sangue frio me choca e entristece, seja perpetrado por um psicopata ou por uma sociedade organizada como o caso da Indonésia.

A vida é uma maravilhosa oportunidade de aprendizado, de troca de experiências, enfim de Evolução, interromper essa jornada deliberadamente é fato grave que demanda muita responsabilidade e apesar de existirem situações limite onde atenuantes se aplicam, matar é um erro.

Apesar de ser racionalmente contra a Pena de Morte, pelos meus princípios e conhecimentos Espíritas, ver pessoas próximas defendendo nas redes sociais esse ato de violência me atinge emocionalmente, adiciona sofrimento à própria notícia em foco.

Enviemos pensamentos de paz e harmonia ao espírito do Marco e à sua família que agora sofre uma dor extrema.

PS. Comprei o DVD do filme mas nunca tive coragem de re-assistir, está lacrado aqui em casa. Mas recomendo muito, rendeu um Oscar para a Susan Sarandon.

Depois de um ano sem publicar novos videos no meu projeto, gravei ontem e editei meio às pressas um vídeo para a música que postei aqui no natal do ano passado.

Como música de Natal se repete sempre todo ano mesmo, desejo a todos um Feliz Natal Branco!

Depois de algum tempo “represando” algumas músicas já gravadas, decidi ontem finalizar a mixagem e publicar no Soundcloud três delas, inclusive “With or Without You” do U2 que gravei em um take só, há mais de um ano.

Nesse fim de ano vou arrumar um tempo pra produzir e publicar novos vídeos lá no meu canal “Cover Songs Project” do Youtube.

Enjoy!

 

 

E finalmente saiu o trailer mais esperado do ano, quem acompanha o blog a mais tempo sabe como foi a minha expectativa para a nova trilogia (EP I, II e III), era um sonho de criança se realizando!

A bronca é que por mais que fosse legal saber o que tinha acontecido antes do Episódio IV, o que todo fã da série sempre quis mesmo ver, eram os personagens Luke, Leia, Han Solo e sua trupe. E pra agravar, George Lucas ainda entregou um produto tecnologicamente superior, mas com uma história muito inferior à trilogia original.

Agora será diferente, a história pela primeira vez em décadas vai andar para frente, vamos saber coisas novas sobre essa galera do barulho, que tanto nos inspirou, ver Luke e Han Solo envelhecidos na tela será emocionante MESMO.

Por isso não tenho lido praticamente nada sobre “rumores”, “boatos” e “vazamentos”, eu quero ir com toda essa monstruosa expectativa mesmo, sei do risco de me decepcionar, mas prefiro assim, pois nunca vou esquecer da emoção de ver “O Império Contra-Ataca” no cinema com 11 anos e sair totalmente confuso e maravilhado.. – Como assim Luke é filho de Darth Vader??? – Como assim Han Solo foi congelado???

O trailer de “O Despertar da Força” é bem curto, mas o clima que J.J. imprimiu foi muito empolgante, e mesmo depois de ver mil vezes eu não tinha percebido algo que o Dr. Caligari comentou em seu post sobre o trailer:

Millennium-Falcon-New-Radar

A produção do filme colocou uma nova antena de radar na Millenium Falcon, pois o radar original (que você pode ver no título do blog) foi destruído no final de “O Retorno de Jedi”, um detalhe besta mas que demonstra o cuidado que a turma está tendo com o legado de Guerra nas Estrelas!

Como está no título desse post:  I have a good feeling about this!